atrasadas

fevereiro 3, 2009

poesias que deviam ter saído faz tempo, mas atrasei na publicação por medo >D

Eco

O que querer

o que buscar

por que eu grito

no infinito?

Pois quando escuto

meu grito bruto

que não quer querer;

que não quer buscar;

que me escuta,

e, depois, chora palágrimas,

num sentido insensato,

me dignifico (eco)

infinitesimal.

Língua (relato poético ambíguo)

Continuo pintando o mundo

com as cores de, nossa, gente:

e olha que só sei uma ou duas

figuras de linguagem

onde está o carvão?

aquele carvão

que sujou meu coração em rimas simples?

eu pedi licensa

mas confesso:

o que eu queria era poética.

mais poesia

fevereiro 3, 2009

Olhos fechados

Às vezes

três goles de café

falam mais sobre vinho

que todas as adegas do porto.

Definição do silêncio

As aves cantam

um carro passa

tudo passa

depois canta.

Drummond suicida

Se eu caísse no vazio do mundo, não seria uma queda,

mas sim uma salvação

Todo eu-poeta morre algum dia, para que sobreviva na mente a agonia do tu; lírico.


tem mais, mas tô com preguiça de mandar… desculpa.

3 anos

dezembro 31, 2008

De um blog lido por, hum, duas pessoas? haha!

Agora imagino que seja lido apenas por uma só. E eis que a história faz ciclos… perfeitos. E sou uma peça pensante da história; como tudo mais. Então, feliz ano novo. Queria poder estar do teu lado, mesmo nessa situação, só pra poder te olhar… mas eu não sou digno disso; não mais. Talvez nunca tenha sido. É bom aprender, é bom crescer, é bom ascender do vale. Eu acredito. Até o fim do ano que vem.

Cumulonimbus capillatus

Para cada núvem que atravesso – encontro uma mais alta

cadê? cadê o topo?

O mesmo dia, a mesma hora, tudo mesmo, o mesmo

mas

Nunca mais

não serei o mesmo.

a pedra sou eu.

Quando me sinto fraco

Abro o Yahoo! Answers,

e finjo que aprendi alguma coisa.

como se eu não soubesse

tudo

pois só se aprende errando

eu sou o erro, personificado.

Versos sobre mel e óleo fervente

Perdoar é como erguer um castelinho de areia na beira da praia:

ou fica muito tarde

ou o mar leva tudo;

…e você fica sentindo que o mar te levou também.

mais lixo

dezembro 23, 2008

Eu sou uma concha vazia, azeite, you claim I don’t know you, but I know you well, I taste your sorrow and you taste my pain; é mais emocionante emergir do fundo do vale que se manter no topo da montanha. Eu esvaziei a concha

Ser um receptáculo, poelixotizar para esvaziar a concha do eu, não eu, ego, egosum: já que continuo sendo o único autor e leitor

Esvaziar e ser, esvaziar e crescer, esvaziar e renascer; esvaziar e saber reconhecer a pequenez, para aprender, para crescer

Crescer para aprender segurar o mundo nas costas, ser suficiente não apenas para mim, mas por tudo e todos; ser um bat-idiota

Aprender a ver a beleza no tempo, e saber que não posso segurar nem a mim mesmo

Sonhar, sempre sonhar. Sempre o mesmo?

Sabia

dezembro 11, 2008

Sabia que ia ser assim, é sempre igual. Acho que foi assim que eu nasci, de qualquer forma. Pra ser… só.

Quantos outros doze meses eu preciso pra tocar teu coração

não é uma pergunta, nem uma resposta

Rochas intrusivas

dezembro 7, 2008

Dê-me um sorriso e dias luminosos

Dê-me um sorriso e dias brilhantes

Se ao menos pudéssemos nos encontrar em um abraço

Não importa quem você ame – estes sentimentos a alcançarão, certo?

Se você tivesse apenas dito isso em seus sonhos

(Sanbun no Junjou na Kanjou)

para cada minuto de silêncio, para cada segundo de distância, para cada verso não dito

eu prometo te amar.

Ao som de Asian Kung Fu Generation, digo que você ressignifica significados antes insignificantes…

e os significantes também. Em todos os sentidos.

Your eyes etc…

… I have always loved you – you can see it in my eyes.

Em quê?

fevereiro 22, 2008

Até onde isso me infecta?

Em que isso me afeta?

Por que me degenera down to the core?

Where the fuck fica meu core?

Não, foi-se o tempo das eternas perguntas… hoje prefiro me calar em resposta a tudo =|